sábado, 12 de março de 2011

Trilha da Cachoeira do Cuema

Domingo, 13 de março de 2011, fizemos uma trilha "espichada" (mais de 140 Km), com alguns estradões monótonos (próprios para quem não tá afim de se cansar), paisagens bonitas e alguns trechos que permitiram que no final disséssemos: "fui fazer trilha!!!" eh!eh!
Uma parte do grupo se reuniu em Garanhuns - PE às 08:00 h, Beto (53) em sua conservadíssima XTZ 125 2003; Bruninho (16) CRF 230 (pense numa moto bonita!); André Tenório (33), companheiro de trilhas e corridas, também de CRF 230; Welligton - Faro (30) e a sua inseparável XR 200, Django (28) também de XR 200, cabra disposto, topa qualquer parada (tadinha da XR); e corredor "X" ou Júnior "X" (42) um sujeito apaixonado por moto, com uma Suzuki RM 250 (motor disposto pra andar e pra beber! É feito "cavalo de bebo", não pode ver um posto de gasolina), o corredor "X", apesar do nome, não faz mistério e mostra sempre a cara quando o assunto é trilha e mecânica de moto (pela idade juram que era ele o corredor "X" que andava com "Speed Race" - lembra?).

Este grupo seguiu por estradas vicinais para o Sítio Brejinho, onde aguardavam ansiosos Tuca Rôia (14) TTR 125, Eu - Marcos Sal da Terra (47) e a minha CRF 230 e Ledson (46) Tornado 250.

Gratos a Deus pela oportunidade de sair para passear de moto (tem coisa melhor?) Seguimos para a cidade de Brejão - PE, onde aguardava, não menos ansioso, Rúbens e seu quadricíclo honda Four trax 400 cc, bicho véi bruto - o quadriciclo, Rubinho é gente boa toda vida.

Depois de uma oração para agradecer a Deus pela oportunidade seguimos em frente...

No início, sem muitas novidades, lugares bem conhecidos, as mesmas curvas (sempre aquela olhadinha para trás para ver a marca do pneu trazeiro riscado no chão).

De Brejão fomos a Paranatama - PE onde havíamos feito uma trilha organizada que testou os menos experientes (a rôiarada). Dali seguimos para Salóa - PE e o povoado Brejo Velho, onde passamos numa pirambeira segura, mas impressionante pelo aclive das serra, por onde a estradinha cortava ao meio.
Vamos aquecer um pouquinho? Bora! Já tinha gente impaciente. Seguimos para o Povoado Gigante (município de Iati, já no sertão) por uma trilha (a primeira do dia). Do Gigante fomos a Prata, povoadozinho ao pé da serra que leva o mesmo nome, uma estradinha estragada pela chuva, tornou mais interessante o percurso ou, digamos, menos enfadonho.
Eu queria que meus amigos conhecessem outro lugar - Serrinha da Prata. Um recanto escondido, pouca gente o conhece, e bem pitoresco com várias capelinhas bem bonitinhas que só cabem uma vela e um candelabro dentro, obras de um frade, que ninguém sabe pra que elas servem, talvez só para enfeitar o lugar e enfeitam mesmo.
Da Serrinha da Prata seguimos em direção ao município de Bom Conselho, porém antes de chegarmos a esta cidade, saímos da estrada principal e subimos a ladeira que batizamos de "Romaniacs", isso por que nas primeiras vezes que passamos ali, Gabriel foi de MOBILET!!! Na verdade como ele era bem pequeno (sete anos), nós é que nos ferrávamos para arrastar aquela "coisa" no braço, ladeira a cima.

Depois da ladeira do "Romaniacs", voltamos para o município de Saloá, beirando o vale que leva a cachoeira do Cuema. Esse sim, é um lugar para trilheiro nenhum botar defeito. Porém antes de descermos para o Cuema, paramos na bodega de Zé Preto, no Sítio Lagoa Grande, um lugar de gente amistosa e hospitaleira.
A conversa foi bem animada com nossos novos amigos, tão boa quanto a coca-cola com espetinho e peito de frango, farinha grossa e salada! Aliás, André e Faro deram um show na arte do apetite. Pense nuns cabras pra comer????
Descemos para a cachoeira do Cuema, por um corredor que dá prazer em passar. Pedra o tempo todo, raízes de árvores expostas, erosões, bem estreitinho, um declive constante e acentuado, para completar uma cerca de arame farpado de um lado e do outro. Daqueles lugares que se botar o pé no chão é pior. É trincar os dentes e descer, descer, descer, até encontrar com o rio. Um trecho que não é tão pesado, mas dá para ficar meio ofegante.

Lá embaixo, longe da civilização, fomos margeando o rio com direito a uma passadinha no meio de um trecho curto de caatinga bem fechada.
Finalmente a travessia do rio e o encontro com a cachoeira que nesta época está com pouca água - Porém, um canon que vale a pena visitar.
Depois de um banho de rio, continuamos em frente pela caatinga, em alguns lugares com mato fechado, indo orientado só pela lembrança dos tempos em ali existiu um caminho de matuto - aquelas veredinhas que só cabem uma pessoa a pé.

Novamente fomos para o rio em direção a trilha que nos levaria para fora do Cuema e de volta a civilização. Aliás, o rio tem muiiita pedra... Bom demais! Pena que é bem curto esse trecho.

Achar a saída não é difícil e para quem tem um pouqinho de paciência subir aquela ladeira bem inclinada, que não passa nem carro de boi e zigue-zagueia o tempo todo, formando uma trilha bem divertida, este trecho não chega a ser um "bicho de sete cabeças".

Chegando em cima, na saída do Cuema, deu uma pena dananda, até porque o retorno, daí pra frente não iria ter a mesma paisagem e o mesmo grau de dificuldade... Fazer o que? É voltar relaxando e já planejando a próxima trilha.

Essa é a vida do trilheiro, há sempre um final do passeio, há sempre uma segunda feira nos esperando... Mas, que bom! Há sempre um próximo domingo ou quem sabe um feriadão, há sempre uma próxima trilha. Isso, se  Deus nos permitir.

E sabe de uma coisa? Fazer trilha de moto é tão bom que eu acho que lá no céu é o lugar onde estão os melhores trechos.


A gente se vê por aí! (De preferência se for numa estrada sem asfalto, com muito buraco e lama)


             Paradinha para uma foto de Django e Rúbens (veja o tamanha da casa láááá´ em baixo?!)
              O quadriciclo imponente chega em Serrinha da Prata - novidade por ali.
     Corrente de Django quebrada oportunidade para conversar enquanto Welligton faz o reparo.

          Somar a idade destes dois é complicado, a quilometragem de trilhas é impossível!!!
          No povoado Gigante uma parada na praça (a única do lugar) para reagrupar  a turma
 Parece que só Leidson não se impressionou com a pirambeira. Júnior "X" (de azul) e André (de branco) ficaram encarando o desafio... Só encarando, peitar que é bom, nada!
        No final da ladeira do "Romaniacs" uma parada para contar vantagem e tirar onda da rôiada

Faro e Beto no povoado Serrinha da Prata, lembrando dos 6 km de curvas divertidas que tinham acaba de curtir descendo da Prata até ali.

Um comentário: