terça-feira, 24 de maio de 2011

Não fomos para a trilha da serra verde (Capoeiras – PE)


Neste final de semana tinha trilha em Capoeiras – PE (trilha da serra verde). Preferimos as serras de Lagoa do Ouro, elas nos pareceram mais convenientes, até porque estavam bem pertinho da gente, enquanto Serra Verde estava a 50 Km. Uma baita viagem de 100 (ida e volta)  sem contar com os 70 Km, da trilha. Como está chovendo muito nesta época do ano, imaginamos que voltaríamos à noite, fato que seria muito desconfortável por conta do frio.

Há quinze dias estivemos lá em Lagoa do ouro e sabe de uma coisa? O que foi bom naquele momento havia melhorado, pois continuou chovendo... LAMA!!!!

A trilha teve direito a um  riacho bem cheio e desafiador, com umas pedras “cavernosas” que arrancaram a corrente da TTR de Tuca Rôia. Resultado a roda travou e tivemos que atravessar parte do rio arrastado a moto e lutando contra a correnteza e as pedras. Chegamos do outro lado com as tripas querendo sair pela boca.
Tuca ajeitou a moto. Na hora do aperto qualquer um vira mecânico!
O ponto alto ocorreu por acaso, errei o caminho e entramos num corredor de  massapé, pisado, muito bem pisado por bois e carro de boi. Incrível!

No final do corredor veio o melhor, uma ladeira de barro vermelho na mesma situação do massapé (só a papa!). Num bambo arretado, consegui subir aquele sabão terrivelmente liso. Tuca tentou umas cinco vezes e não teve a mesma sorte. Saímos arrastando a TTR, desafiando a gravidade, naquela situação de dois passos pra frente e um pra trás, fomos assim: cai aqui cai acolá, cai aqui cai acolá... Chegamos em cima ofegantes pra caramba! Porém satisfeitos por encontrar aquela relíquia inclinada, pantanosa e escorregadia.
Deu uma fome daquelas, paramos para respirar e pra comer aquele sanduba amassado com tampico, amparados numa barraca de palha que encontramos ali, providencial pois bem naquela hora que caía uma chuva mais grossa.

                                                        Foi um dia muito divertido...
...com exceção a um pneu furado da minha CRF e um borracheiro do povoado Campo Alegre, que apesar de ser  gente fina, era enrolado que só um aruá... quase uma hora para fazer o conserto. Uma hora a menos de lazer! Fazer o que? Acontece, né?
Choveu o tempo todo, uma chovinha fina e insistente que nos impediu de fazermos mais imagens.
Até lá! E tomara que não pare de chover nem tão cedo!


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